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[Resenha] Em águas sombrias, de Paula Hawkins

Resenha do livro Em águas sombrias, de Paula Hawkins

Em águas sombrias um dos personagens principais é o Poço dos Afogamentos – uma parte do rio que corta a cidade interiorana Beckford, na Inglaterra -, onde muitas mulheres já se mataram ou foram assassinadas. Esse segundo livro da Paula Hawkins, ao contrário de A Garota no Trem, apresenta dois mistérios. O mais importante, é o mistério em torno da morte de Nel Abott, uma jovem mulher que estava escrevendo um livro sobre o misticismo por trás desse rio. O segundo mistério fica por conta da morte de uma adolescente chamada Katie.

Essas duas personagens são ligadas à Lena, filha de Nel e melhor amiga de Katie, que por sua vez também é ligada à Jules, sua tia e irmã de Nel. Jules é chamada de volta para Beckford para resolver as burocracias em volta do suicídio (será?) de sua irmã Nel e para cuidar de sua estranha sobrinha de 15 anos. Apesar de ser a personagem principal, não é Jules quem dá ritmo à narrativa, são os personagens secundários, principalmente a Erin (policial responsável por investigar a morte de Nel) e a Lena. Já a personagem Nickie, que diz conversar com os mortos, é a responsável por costurar toda a trama até a resolução dos mistérios. Além de ter sido a personagem que mais gostei, fiquei com vontade de conhecer mais essa figura tão excêntrica.

Como já deu para reparar, Em águas sombrias possui muitos personagens, o que deixa o livro bem confuso até pelo menos a metade, quando você já começa a decorar quem é quem. Mas até a metade, muitas vezes tive que voltar para o capítulo anterior do personagem para lembrar quem era, o que já tinha dito, feito ou deixado implícito. E mesmo agora eu ainda tenho dificuldade de lembrar os nomes de cada um.

O mistério desse segundo livro da Paula Hawkins deixou um pouco a desejar, já que desde o início do livro as suspeitas recaem em apenas dois personagens. A minha curiosidade e estímulo para ler o livro foram impulsionados por um segredo escondido de Lena, que me deixou muitas páginas alucinada e pensando “AI MEU DEUS, QUAL É O SEGREDO DESSA GAROTA?!“, além de querer conhecer o destino de cada um dos personagens.

Em águas sombrias também deixa claro que o estilo de narrativa seguido por Paula Hawkins não só é trabalhado em desenvolvimento de mistérios, como também apresenta um clima sombrio e abre ao debate questões importantes, como suicídio, depressão, abuso de poder, relações amorosas abusivas, pedofilia, estupro, bullying e muito mais. E mesmo não tendo curtido tanto esse segundo livro, Paula Hawkins, para mim, já é uma autora com grande potencial e que com certeza vou continuar acompanhando.

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