Dublinense

RESENHA: A Condição Indestrutível de Ter Sido, de Helena Terra

O livro de Helena Terra não é somente um romance, é prosa em poesia. A atenção que a autora teve com o texto, com sua estética e o cuidado na escolha das palavras tornaram A Condição Indestrutível de Ter Sido uma história tocante, bem contada e que dúvido que tenha uma pessoa que não se identifique ao lê-la.

Narrado em primeira pessoa, vemos uma paixão indestrutível nascer entre a narradora e Mauro, o Mau. Começou com uma brincadeira de trocas de versos por e-mail que se desenvolveu e se tornou desejo. Tudo que ela passou a desejar foi ir além do virtual e ter ao seu redor os braços físicos e reais que estavam por trás das palavras bem construídas e bonitas.

Quem nunca teve um casinho, uma paixonite virtual nesse mundo pós-internet, que atire o primeiro pendrive! Já que Mauro é um cara casado, mas cheio de problemas em seu relacionamento. Por favor, não estou incentivando esse tipo de relacionamento.

A história é bem contemporânea e verdadeira. No entanto, a condição desse relacionamento é tão sem fundamento que já é possível imaginar o desenrolar dos acontecimentos e perceber o tom de “se” até mesmo no título. Uma possibilidade que poderia ter sido concretizada, mas que ficou na forma passiva, na espera eterna de um amor perdido.

A Condição Indestrutível de Ter Sido também não é um livro para se ler rapidamente, apesar de ser fino (apenas 79 páginas). Esse livro é para ser apreciado aos poucos, degustando cada palavra. Só irá compreender a profundidade da escrita de Helena Terra quem ler, então corre lá e garanta a sua Condição Indestrutível. Eu tenho que aproveitar para me redimir com a editora Dublinense, pesquisei e vi que eles possuem grandes títulos em seu catálogo e todos aparentam ter a mesma qualidade da escrita da Helena Terra. Se alguém, como eu, não conhecia essa editora e quiser saber um pouco mais, acesse: http://www.dublinense.com.br/editora/

ps: essa resenha não teve selinho porque eu não soube que ícone colocar para “poesia” (e porque não tive tempo…). Na verdade, era para ter entrado o Cheiro de Livro Novo do mês de setembro; mas ainda não consegui gravar e para o blog não ficar muito tempo sem atualização, lancei a resenha desse livro ma-ra-vi-lho-so! 🙂

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